No dia 1° de outubro, quando já estamos na primavera, a estação das flores, a Igreja celebra com muita alegria Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, religiosa carmelita, que faleceu com apenas 24 anos de idade (no ano de 1897).
Ela é considerada por seus devotos como a Santa das Rosas, por “presentear” aqueles que lhe suplicam graças com esta linda flor, que é a rainha de todas as outras, sinalizando que o pedido que lhe fazem será atendido…
Conta-se que a santinha carmelita gostava de despetalar rosas, e acarinhar Jesus Crucificado com elas.
Teresinha de Lisieux tinha um amor e sede ardentes para poder consolar Jesus, e por isso tudo fazia, tudo suportava para dar-Lhe almas.
Santa Teresinha é uma das patronas do Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado, por ser padroeira das missões. Porém, o que poucos sabem é que ela apareceu para a Missionária Amália de Jesus Flagelado.
Certa vez, ela viu-se no Carmelo [1]: “Ah! esta noite me vi no Carmelo, onde eu ia convidar aquelas almas, que como para-raios da Divina Justiça… Sim, eu as convidei a subirmos juntas o Calvário e, logo vi, que havia ladrões que roubavam as almas! Que aflição! Logo vi, como uma carmelita, creio ser Theresinha, não tenho certeza, que me dizia: “Sofre, sofre para formarmos um grande valado, para que os ladrões não passem. […]”.
Mas a amizade e presença de Teresinha na vida de Amália não começou no Instituto.
Hoje sabemos que a pequena pastorinha, Amália, fez a sua primeira comunhão no dia 1º de outubro de 1911 em Riós (Espanha), na sua terra natal. Entretanto, naquele ano, Teresinha de Lisieux não era nem mesmo beatificada e, antes do Concílio Vaticano II, ela era celebrada no dia 3 de outubro, e não no dia 1° como nos dias de hoje: a beatificação de Teresinha de Lisieux aconteceu apenas no ano de 1923, sendo canonizada pelo Papa Pio XI no ano de 1925.
Percebamos que Deus, que tudo conhece desde toda a eternidade, convidou Amália justamente no dia 1º do outubro para que ela se oferecesse a Deus pela conversão dos pecadores [2], data em que celebramos a pequena Flor do Carmelo, Santa Teresinha, que durante sua vida tanto desejava juntar almas para amar Jesus e dar-Lhe a consolação da conversão de muitos pecadores.
Outra semelhança entre a Rosa do Carmelo e a Violetinha do Calvário é que ambas prometeram sempre cantar, por toda a eternidade, as Misericórdias do Senhor. Tanto Teresinha, quanto Amália, fizeram o voto heroico de jamais desconfiarem da Misericórdia e do Amor de Jesus por elas, ainda que tivessem todos os pecados e crimes do mundo.
A santinha da pequena via, Teresinha, prometeu que passaria seu Céu fazendo o bem à terra. Ela consolou, formou e educou muitas almas eleitas e santas ao longo dos séculos com seus escritos e exemplos, conquistando assim muitos corações para o seu Amado.
Irmã Amália também profetizou, que depois de sua morte, voltaria a Terra para ensinar as almas a amar Jesus, falar-lhes do Amor e da Misericórdia Dele, e conduzi-las ao seu Divino Coração. Na verdade ela recebeu isso como uma missão de seu Divino Esposo [3].
Jesus é assim, ora caminha entre campos de rosas, ora entre jardins de singelas violetas, para que essas flores, com seus perfumes, possam atrair para Ele uma multidão de almas que desejem amá-Lo e consolá-Lo, colaborando com Ele pelo sofrimento, pela conversão e salvação dos pecadores.
Que neste dia de graças, em que festejamos Santa Teresinha e relembramos os mais de 100 anos da primeira comunhão de Irmã Amália, uma torrente de graças nos venha do Céus, para que também nós, como elas, possamos amar, sofrer e reparar, sem medir nem calcular.
