Irmã Amália de Jesus Flagelado, a vidente de Nossa Senhora das Lágrimas, foi uma religiosa que pertenceu ao grupo das primeiras Irmãs do Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado, Congregação constituída solenemente em Campinas, São Paulo – Brasil, no dia 03 de maio do ano de 1928 por Dom Francisco de Campos Barreto, então bispo diocesano dessa cidade.
Ambos os fundadores dessa Congregação religiosa, Dom Barreto e Madre Maria Villac, nasceram no município de Campinas. Irmã Amália nasceu na Vila de Riós, na Espanha, e veio para o Brasil quando estava prestes a completar 18 anos de idade.
Desde sua Primeira Comunhão, ainda na Espanha, a pequena Amália via e conversava com Jesus e Maria. E, ao longo de sua vida, apresentou em seu corpo os estigmas de Jesus. Grande em virtudes, Irmã Amália também recebeu a transverberação e tinha muitos dons místicos, como o de levitação e o da ciência dos fatos pregressos e futuros da vida das pessoas. Ela nasceu no dia de Santa Maria Madalena, 22 de julho de 1901, vivendo por longos 75 anos de idade e vindo a falecer na cidade de Taubaté no dia 18 de abril de 1977. E tudo isso não poderia ter acontecido na vida da querida Irmã Amália se não fosse sua mais preciosa virtude, virtude predileta do Coração Santíssimo de Jesus: a Santa Humildade.
Dom Barreto e Madre Maria Villac foram auxílios na missão de vítima expiatória de Irmã Amália, mas nos aprofundaremos na história desses dois cireneus em outra oportunidade. Quanto à Irmã Amália, apesar de sua vida singular, ela nunca revelou suas experiências místicas para ninguém, nem para sua família. Anos mais tarde, a mãe de Amália se recordou que sua filha a havia contato que, quando recebera a primeira comunhão, tinha visto Jesus na Eucaristia. Somente por obediência, e sob ordens de seus superiores religiosos, é que Irmã Amália passaria a escrever sua biografia. Porém, antes de escrevê-la, Irmã Amália fez um precioso pedido à Maria: de que tudo o que ela fosse escrever estivesse conforme a verdade.
Sem faltar com a verdade é que ela relatou sobre o acontecimento do dia 08 de março do ano de 1930: foi nesse dia em que, pela primeira vez, Nossa Senhora apareceu para ela na capela da Casa Mãe do Instituto com a indumentária que precederia o novo título da Mãe de Deus: o de Nossa Senhora das Lágrimas.
E foi então que, nesse dia e nesse local, Nossa Senhora entregou para toda a humanidade, através de Irmã Amália, o tesouro de suas Benditas Lágrimas coroadas por Seu divino Filho, a Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas!
Nossa Senhora das Lágrimas chamou de “coroa” um terço de contas brancas cujas orações já haviam sido ensinadas quatro meses antes para Irmã Amália pelo próprio Jesus, e que representam uma súplica à Ele feita por nós, mas através dos merecimentos das Lágrimas de Maria.
As Lágrimas de Maria são o resultado do transbordamento de Suas Dores, ao ver seu Filho em tão lastimoso estado quando de Sua dolorosa Paixão, e também representam o transbordamento do amor de Maria por todos nós, quando Jesus entregou toda a humanidade ao amor maternal de Maria aos pés da Cruz.
Jesus nos prometeu que tudo o que pedirmos a Ele através das Lágrimas de Sua Mãe, Ele seria obrigado por amor a atender: A reza da Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas, quando feita com amor e confiança, é um atrativo da Misericórdia de Jesus!
Foi Dom Francisco de Campos Barreto quem atribuiu esse novo título para esta aparição do dia 08/03/1930. Sobre isso, no prefácio que consta no livro Glórias e Poder de Nossa Senhora das Lágrimas, Dom Barreto mencionou:
Fonte: Prefácio escrito por Dom Barreto “N. Senhora das Lágrimas (Seu significado)”. Glórias e Poder de Nossa Senhora das Lágrimas, Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado, 1934, 1ª Edição, Campinas-SP, p. 7-8.
Demais Fontes: Irmã Amália e a devoção a Nossa Senhora das Lágrimas, Rita Elisa Sêda, Editora Imaculada, 5ª Edição, 2024.
Apostolado de Nossa Senhora das Lágrimas Brasil - LTP - 2025
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